O primo chato

É um tanto difícil escolher por onde começar a argumentar com alguém sobre a preocupação ambiental. Convenhamos que, por mais que seja uma coisa um tanto que óbvia, o negócio é complexo, porque envolve mais um monte de outros temas chatos.

Começando pelo seguinte: Existem duas forças que regem a humanidade atualmente e que, estranhamente, se opõem fortemente com a questão. A economia e a religião. Numa visão bem simples e lógica, é de se esperar que as duas sejam aliadas à preservação, mas parece que elas andaram para o caminho errado. A primeira, que depende intensamente dos recursos naturais para existir e crescer, acaba abusando, como se árvore surgisse da noite pro dia. A segunda, que nos apresenta um ser que criou tudo e todos – mas tinha carinho especial pelo ser humano -, e deixou claro no livrinho das regras de todas as coisas, que as plantas e bichinhos são bonzinhos, mas existem exclusivamente para nos servir (obviamente estou generalizando e me referindo aos reis-do-mundo-eua-e-europa, capitalismo e cristianismo).

Pra não estender muito o texto (e porque eu gosto de debater por partes), não quero falar agora dos outros absurdos relacionados aos dois colegas aí de cima, apenas (ac)usar como introdução à pergunta que fez eu decidir pra que lado ia levar a minha vida (serião!):

Quem disse que o mundo é da espécie humana?

Quem disse que o homem é melhor, que o que está aqui é nosso, que a vida humana vale mais do que a vida de outra espécie? E eu estou perguntando sério, então, se pra você o antropocentrismo faz sentido, por favor, me explique.

E tome cuidado, porque se pra você não é óbvio que estamos caminhando pra um enorme abismo por não nos perguntarmos isso ou por não nos preocuparmos em responder, saiba que eu quero, sim, te doutrinar. Porque eu vejo esse tal homem-moderno como aquele primo chato que chega na sua festa, destrói seus brinquedos, rouba seu doce e fica com cara de quem não fez nada de errado. Ninguém gosta desse primo.

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3 comentários sobre “O primo chato

  1. Belo ponto de vista. Somos feitos da mesma matéria de todos os animais e plantas, mas a razão do homem, que o torna um ser pensante e diferenciado, muitas vezes parece ser deixada de lado pelo mesmo, que continua a agir como se não a tivesse.

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  2. Aleluia irmã ! #ironiaoff
    As vezes é até chato concordar com tudo no post da blogueira, pq aí fica difícil ter aquele debatezinho básico… Mas sério, qdo eu tinha uns treze anos e dizia para quem quisesse ouvir que o melhor que o ser humano tinha a fazer era parar de procriar todo mundo me olhava feio. De lá pra cá meu pensamento mudou um tico, mas continuo acreditando, como você, que não somos uma espécie superior. Sim, eu poderia fazer muito mais para tentar ser mais ecoresponsável (com 2 “erres” ? novo acordo ainda não chegou aqui no mundo velho). Sim, eu ainda tenho preguiça e as vezes vou na solução mais fácil. Sim, gosto de conforto e modernidade… mas não a qualquer preço. =(
    A metáfora do primo chato se encaixou perfeitamente !

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    • hahaha as vezes eu acredito nessa de autoextinção da espécie, viu?
      Pior é que a tecnologia ta aí pra ajudar, ela resolve muita coisa, mas as vezes parece que as pessoas se recusam a entender e apoiar.
      As vezes é dificil saber qual o nosso impacto nisso tudo, mas felizmente, habito é uma coisa facil de se mudar.
      Falaremos mais sobre ainda, ahahah

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