1984 – George Orwell

Parece que algumas coisas você precisa tanto que o universo ou duendes (ou a sua irmã), vai lá e coloca na sua mão. Surgiu aqui do meu lado, uns dias atrás, de repente, não sei quando nem de onde, 1984, um dos presentes que Eric Arthur Blair (você deve conhecer ele como George Orwell) deixou pra humanidade. Quem é colecionador de listas de livros para ler sabe que esse está presente em quase todas. Eu que estou nutrindo um grande carinho por distopias, adotei ele. Virei a última página há algumas horas e estou no processo de aceitação da vida que segue o fim de uma história tão influente.

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Vocês conseguem imaginar uma época em que não existe nenhum direito à privacidade, que estamos sendo observados em absolutamente todo lugar, que o Estado é capaz de controlar não só nossas ações, como nossos pensamentos. Imaginem uma época em que somos incapazes de conhecer o passado verdadeiro porque ele é constantemente recriado. Imaginem viver numa guerra sem fim, sem que saibamos o que a motiva, onde inimigos e aliados trocam de lugar o tempo todo. Imaginem um lugar onde, mesmo com fome, escassez, e doenças, as pessoas acreditem que estão vivendo a melhor época na história da humanidade, que temos tudo o que precisamos. Imagine uma época em que ninguém mais pode ser considerado humano, em que as pessoas são consideradas criminosas por pensar e duvidar, ou até por amar alguém.
Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

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Em 1948, pouco antes de morrer, George Orwell escreveu, o que é considerado por muitos, o romance mais importante do século 20 pela sua crítica ao totalitarismo. No entanto, vemos muito mais: um sociedade onde todo trabalho é feito em conjunto, onde tudo é para todos, e todos devem estar dispostos a fazer pelo outro, mas onde se vive individualmente, completamente sozinho. Os sentimentos mais instintivos são desagradáveis, quando não considerados crimes. A paixão, a vontade, o medo são dispensáveis e até mesmo perigosos quando não instigados pela vontade do Grande Irmão, o ser onipresente, onipotente, onisciente, que nada é além da personificação do Poder que controla uma sociedade.

Não se enganem pelo título. Apesar de que o passado ano de 1984 fosse um futuro próximo na época de sua criação, podemos trocar o nome do livro por 2051, que nada passará fora de contexto, nem mesmo a sensação de desespero e impotência. Com o perdão da distorção temporal, tanto hoje quanto na data de sua publicação, vivemos igualmente próximos à esse futuro, e aos personagens. Eu digo, aliás, que enquanto houver disputa por poder, destruição ambiental e vírus, distopias serão sempre atuais, se você interpretar a história da forma correta.

IMG_20150806_230958883Esse post, infelizmente não foi patrocinado, mas fica a dica pros responsáveis aí.

Não o recomendo porque ele mesmo se obriga. Bem imagino que muito provavelmente não absorvi tudo o que deve ser absorvido nesse livro, mas ele é necessário para qualquer um que se identifique pelo menos um pouco com Winston Smith, e que todos vocês se identifiquem, amém!

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