50 questions #5 e #6

5. O que você mais gostaria de mudar no mundo?
6. Se felicidade fosse a moeda corrente, o que te deixaria rica?

Não seriam tristeza, nem a dor, nem as doenças. Não seria a Dilma, nem o preconceito, nem a igreja. Se eu pudesse mudar uma única coisa no mundo seria essa ideia de sucesso que ensinaram pra gente que é basicamente a mesma coisa que acumulo material. Ai, lá vem a chic-hippie, branquela, classe média, diz isso mas não acabaria com a pobreza?

É, pois é. Porque, na minha opinião de leiga quando o assunto é economia, eu acredito que não tem como acabar com a pobreza sem acabar com a riqueza. O espaço no mundo é finito, e a paixão pelo poder não é. Enquanto a ideia for ter mais e não ter o suficiente, a pobreza reinará.

Mas e doença? Nada justifica você não querer acabar com elas prioritariamente. Nada enquanto a gente não considera que muitos países morrem por doenças que nós tratamos gratuitamente no SUS, que muitas pessoas aqui mesmo adoecem por falta de infraestrutura básica que não chegou na casa delas ainda, ou porque o governo preferiu investir em Copas e corrupção ao invés de investir em pesquisas científicas.

Ou seja, o problema é a presidenta. Não num país onde as pessoas criticam investimento em transporte não motorizado e na redução de resíduos, não num país onde as pessoas apoiam machismo, homofobia e “justiceiros” de rua.

Um desses, uma vez falou pra mim que existem dois caminhos pra tudo no mundo: o certo e o errado. Esse foi um dos momentos em que mais discordei de alguém. Primeiro porque, obviamente isso é um absurdo, segundo porque isso foi dito como se quem dissesse soubesse a verdade do mundo e qual, de fato, era o caminho certo. Não preciso buscar histórias de pessoas que seguiram exemplos de sucesso e falharam ou vice-versa. Não precisamos nos inscrever numa aula de filosofia que trate de moral e ética. Não preciso dizer que existem muitas religiões diferentes, nem que o caminho de alguém não é o caminho de outro. Não preciso dizer que existem vitórias e vitórias, planos e planos, e que felicidade e satisfação pra um pode não ser pra outro. Não preciso, né?

E no entanto, somos ensinados a aprender para trabalhar, trabalhar para nos sustentar, nos sustentar para sobreviver. E com um efeito dominó, falhamos em um, falharemos no resto. Mas e enquanto isso? Porque não aprendemos simplesmente pelo prazer e necessidade de gerar conhecimento e desenvolver soluções para problemas? Porque não trabalhamos por algo que valha o esforço de um trabalho, por algo que será utilizado por todos? Porque pagamos tanto para sobreviver e tão pouco para viver, e usamos tanto do nosso tempo pra ter um minimo dele depois? Os cinco dias da semana valem o seu domingo?

Ou ainda é possível ser bióloga e viver todos os dias?


E shows seriam de graça, ainda que artistas fossem ricassos
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