50 questions #7: Desculpas da vitalidade

7. Are you doing what you believe in, or are you settling for what you are doing?

Ainda que hoje eu estivesse deitada numa cama de hospital suspirando minhas ultimas cotas de ar por direito, não há um momento que me seria motivo de remorsos ou culpas. O que tenho de fazer por dever, tenho feito; O que tenho de fazer por amor não me escapa um dia do pensamento ainda que escape um poco das mãos. Nunca aceitei a ideia da sociedade controlando minhas paixões ou motivações. Não acho que valha a pena viver de acordo com os outros, ainda que eu saiba que os outros não sabem o que precisam, nem o que querem. Mas me controlo porque desconectar-me da sociedade é tão distante e assustador já que a solidão ainda é um grande monstro pra mim. Viver em companhia como é comum de minha espécie, ou deixar de ser controlada por regras subjetivas que são também comum de minha espécie ainda é um dilema pra mim. E entretanto quando o faço é por praticidade, já que as quebro todas em meus planos. Assim, se o que acredito é como uma sentença, e o meu contentamento significa a paz em conjunto, é impossível estar certa do erro. Sim e não vivo pelo que me faz querer viver, sim e não vivo pelo que me possibilita a sobrevivência.

Concluindo, ainda bem que eu tenho a juventude, que me permite fazer o que for com a certeza da coerência e a licença pela estupidez, porque se já fosse mais velha saberia o quão pequena sou e o quão mais forte posso ser. Saberia que por mais que fizesse, a vida inteira nunca me seria suficiente.

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