Quando o despertador não toca

Já chegamos naquela época em que dizer “nossa, não te vejo desde o ano passado” não é mais considerado piadinha de tio, porque significa que faz tempo mesmo. Lembrando aqui que passou toda aquela festa de natal e ano novo e eu nem notei, janeiro começou como qualquer mês começa e a gente pensa “mas já” no meio dele, mesmo que isso não nos cause nenhum espanto. Estamos apenas nos acostumando a viver dias de 20h e cada vez menos. Depois do 20º dia do ano eu ainda não encontrei a agenda perfeita, e talvez isso seja só um capricho pra não começar duma vez minhas obrigações. Após 446 dias eu risquei um total de 10 itens na lista e até então achava que estava indo bem.

Mas isso não é um texto sobre como eu estou procrastinando. Isso sou eu com 8 abas de estudo abertas, caderno e estojo na frente, pronta pra começar o ano, pronta pra fazer a lista de resoluções numa folha de rascunho mesmo (depois eu passo a limpo, tudo bem), com a empolgação do tamanho da lista de livros pra ler, de concursos pra prestar, de vestibulares pra passar, de lugares pra ir – mas ainda assim procrastinando porque estar com vontade me assusta.

Isso é só um aviso de que se eu não voltar logo não é porque esqueci, é porque às vezes a vida é tão intensa que eu posso ter tido um ataque do coração.

Ou porque eu to vendo série no Netflix.

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